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EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!

  • Foto do escritor: Carol Zanoni
    Carol Zanoni
  • 24 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jul. de 2024


Fui fazer a prova prática da minha carteira de motorista. Saí de casa repetindo: "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!" Peguei o ônibus e cheguei ao local da prova. Todo mundo com aquela cara de apavorado e eu repetindo baixinho: "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!"


Na época, eu tinha 27 anos e não sabia nem ligar o carro. Comecei a fazer autoescola depois do trabalho. Primeiro, peguei um instrutor jovem, mas sem muita paciência, mais preocupado com a técnica do que com meus medos (eu achava que o carro ia sair em alta velocidade ao engatar a marcha, kkk). Depois de finalizar as aulas básicas, não me senti preparada o suficiente. Paguei mais algumas aulas e, desta vez, agendei com a única instrutora mulher que havia.


Foi maravilhoso! Ela me deu muitas dicas: a “tremidinha” da embreagem, mover o corpo para o lado da seta, respirar e ter fé. Essas dicas me deixaram muito mais tranquila do que a técnica perfeita que o primeiro instrutor, sem muita empatia, tentou me obrigar a repetir.

Eu estava decidida. Quando entrei na autoescola, nunca tinha sentado ao lado do motorista em um carro, mas estava determinada a fazer a prova apenas uma vez (não queria gastar mais tempo e dinheiro). Para isso, eu precisava acreditar que conseguiria! "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!" Fui repetindo esse mantra, que já me deu coragem muitas vezes na vida.


Cheguei ao local da prova com o coração acelerado. Via o nervosismo nos rostos dos outros candidatos, mas me mantive focada.


"Vamos começar a prova", anunciou o avaliador.


Comecei a prova. Tremia, mas estava determinada. No meu pensamento: "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!" Fiz a temida baliza. No percurso, estava concentrada. Na lomba, o carro apagou. Desliguei, falei alto: "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!" Reiniciei o teste.


O avaliador finalizou o percurso e pediu para eu estacionar.


Ele disse: "Saia do carro. Parabéns! Você conseguiu!"


Eu abracei o avaliador (acho que nem pode fazer isso, né?). Chorei com a minha instrutora, que acolheu minha insegurança, e consegui a tão sonhada carteira de motorista.


Alguns estudos trazem que, quando visualizamos uma conquista, criamos sensações que nos levam a realizá-la, como se fosse uma profecia autorrealizável. Se a minha experiência contasse para uma teoria baseada em evidências, eu diria que sim, isso funciona!


Então, para tudo que preciso de coragem, eu respiro, tenho fé em mim mesma e digo: "EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!"




 
 
 

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