Você sabe quanto você REALMENTE ganha?
- Carol Zanoni
- 18 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Por Caroline Zanoni – Professora de Gestão e Produtividade

Um papo sobre misturar (ou não) as finanças pessoais e do negócio
Imagine a cena: você olha para o extrato da sua conta e vê um faturamento de R$ 5.000 no mês. Uau, dá até vontade de comemorar, não é? Mas calma: será que esse valor é realmente o que entra no seu bolso? Ou será que, no meio do caminho, ele foi ficando pelo trajeto? 🤔
Esse é um dos erros mais comuns entre empreendedoras: misturar as finanças pessoais com as da empresa. Parece algo pequeno, mas é justamente esse detalhe que faz muitas mulheres acreditarem que estão ganhando mais do que de fato recebem.
O grande mito do faturamento
Faturar R$ 5.000 não significa ter R$ 5.000 para gastar. Isso porque dentro desse valor estão embutidos:
Custos de produção (matéria-prima, embalagens, produtos);
Despesas fixas (aluguel, luz, internet, plataformas digitais);
Impostos e taxas (cartão de crédito, marketplace, MEI, etc.);
Investimentos no negócio (marketing, equipamentos, cursos).
Depois de tudo isso, o que sobra é o lucro real, que pode ser bem menor do que o faturamento.
👉 Exemplo prático:
Faturamento: R$ 5.000
Custos e despesas: R$ 3.500
Lucro líquido: R$ 1.500
Ou seja: você não ganha 5 mil. Você ganha 1,5 mil. E é isso que precisa considerar na hora de planejar seus gastos pessoais.
O perigo da “conta misturada”
Quando você paga o supermercado, a Netflix e a manicure direto da conta da empresa, o que acontece?
Você perde a noção de quanto realmente sobra.
Corre o risco de achar que o negócio não dá dinheiro (quando, na verdade, o problema é a organização).
Nunca sabe se pode investir, contratar ou até mesmo tirar férias sem aperto.
Misturar as contas é como cozinhar bolo de chocolate com sal no lugar do açúcar: parece inofensivo no começo, mas o resultado final não fica nada bom.
Como começar a separar as finanças sem dor de cabeça?
Aqui vão alguns passos simples e práticos:
Tenha duas contas bancárias: uma pessoal e outra só para o negócio.
Defina o seu pró-labore: é o “salário” da empreendedora. Assim como você pagaria uma funcionária, precisa pagar a si mesma.
Controle entradas e saídas: pode ser planilha, aplicativo ou até caderno , o importante é registrar tudo.
Separe um valor para reinvestir: parte do lucro deve voltar para o negócio, seja em marketing, melhoria de produtos ou capacitação.
Crie uma reserva financeira: porque imprevistos acontecem e não dá pra depender só do cartão de crédito.
Por que isso muda a sua vida?
Separar as contas não é só uma questão de planilha , é um ato de respeito com você e com o seu trabalho. É assumir a postura de empresária e enxergar que seu negócio não é um hobby, mas uma fonte de renda que merece gestão.
Quando você entende o quanto realmente ganha, consegue:
Planejar sua vida pessoal com mais tranquilidade;
Investir no crescimento do negócio sem medo;
Reduzir o estresse financeiro;
E, claro, comemorar cada conquista sabendo que ela é real.
Vamos separar as contas?
Se hoje você sente que o dinheiro entra e some sem deixar rastros, respira fundo: você não está sozinha. Muitas empreendedoras passam por isso , e separar as finanças é o primeiro passo para virar esse jogo.
Lembre-se: você não é o faturamento do seu negócio. Você é o lucro dele. E quanto mais clareza tiver, mais leve fica sua jornada empreendedora.
Então, que tal começar essa mudança hoje? 😉
📍 Vamos seguir essa conversa? Vamos falar de dinheiro como a gente fala de vida: com verdade, acolhimento e coragem.. E é com você que essa mudança começa. Caroline Zanoni Professora de Gestão e Produtividade Descomplico o dinheiro para você viver com mais segurança e autonomia. Me segue: @desenvolva_
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